sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Efemérides de Março

26 de Março
Por iniciativa da Sociedade Portuguesa de Autores, comemora-se no dia 26 de
Março o Dia do Livro Português, com o objectivo de assinalar a importância do
livro e da língua portuguesa na evolução do saber e do ser da Humanidade. A
data foi escolhida por ser o dia em que começou a ser impresso o primeiro livro
em Portugal: “Pentateuco” em hebraico. Este livro saiu, em 30 de Junho de 1487,
das oficinas do judeu Samuel Gacon na Vila-a-Dentro, em Faro. O primeiro livro
totalmente português foi impresso a 4 de Janeiro de 1497 no Porto: “Constituições
que fez o Senhor Dom Diogo de Sousa, Bispo do Porto”. Foi produzido pelo primeiro
impressor português Rodrigo Álvares. CLIO (1670-1675). Painel de azulejos
(123cm x 108 cm). Fabrico de Lisboa. Museu Nacional do Azulejo, Lisboa.
[De acordo com a Mitologia Grega, Clio é uma das nove musas, filhas de Zeus
e Mnemósine (a deusa que personificava a Memória), que habitam o monte
Hélicon, vizinho ao monte Olimpo e que era um santuário onde apenas os dignos
podiam entrar. Ali, junto à fonte Hipocrene, as musas reuniam-se sob a assistência
de Apolo, presidindo às Artes e às Ciências. Clio é a musa da História, da
Criatividade e da Eloquência.].
25 de Março
Em 25 de Março de 1876 foi legalmente criado, com consentimento do rei D. Luís I,
o Partido Republicano Português. A PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA
EM 5 DE OUTUBRO DE 1910. PAINEL NUMA CASA DE SOURE.
24 de Março
A 24 de Março comemora-se o Dia Nacional do Estudante, visando relembrar as
dificuldades e obstáculos que os estudantes enfrentaram na década de 60,
aquando a crise académica vivida em Portugal. Em Lisboa, as associações de
estudantes pretendiam comemorar o Dia do Estudante no final de Março. E,
mesmo sem autorização do Ministério da Educação Nacional, as comemorações
iniciaram-se a 24 de Março de 1962. A ditadura respondeu com a sua brutalidade
habitual. A cantina foi encerrada e a Cidade Universitária invadida pela polícia
de choque, ignorando a autonomia universitária. Estudantes foram espancados
e presos, desencadeando uma reacção de repúdio que levou a que fosse decretado
o luto académico e a greve às aulas. De tudo isto ficou a memória e a data: 24 de
Março, escolhida pela Assembleia da República quando em 1987 fixou o Dia do
Estudante como data celebrada pelo movimento estudantil, Pretende ainda apelar
à participação e mobilização dos estudantes em prol de um novo modelo de
educação: uma educação de e para todos, já que o direito à educação é um direito
basilar da nossa sociedade consagrado constitucionalmente. Painel de azulejos do
séc. XVIII, existente na escadaria do Paço Episcopal Bracarense, situado no Largo
do Paço, actual Reitoria da Universidade do Minho.
23 de Março
A 23 de Março de 1935 morre em Setúbal, a escritora, jornalista, pedagoga,
feminista e activista republicana, Ana de Castro Osório (1872-1935), pioneira
em Portugal na luta pela igualdade de direitos entre homem e mulher.
Escreveu, em 1905, “Mulheres Portuguesas”, o primeiro manifesto feminista
português. Foi uma das fundadoras do Grupo Português de Estudos Feministas
(1907), da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas (1909), da Associação de
Propaganda Feminista (1912), da Comissão Feminina Pela Pátria (1916) e da
Cruzada das Mulheres Portuguesas (1916). É considerada a criadora da literatura
infantil em Portugal e colaborou em publicações periódicas como: A ave azul 
1899-1900), Branco e negro (1896-1898), Brasil-Portugal (1899-1914), A Leitura
(1894-1896) e Serões (1901-1911). "BARCOS" – Painel de azulejos de registo
etnográfico do pintor, ceramista, ilustrador e caricaturista Jorge Colaço
(1864-1942). Saguão da Estação da CP de São Bento, no Porto.
22 de Março
Em 22 de Março de 1312, o Papa Clemente V (1264-1314) dissolveu a Ordem dos
Templários, fundada no rescaldo da Primeira Cruzada de 1096, com o propósito
original de proteger os cristãos que voltaram a fazer a peregrinação a Jerusalé
após a sua conquista. CASTELO DE CASTELO BRANCO (CASTELO DOS TEMPLÁRIOS) 
Painel de azulejos (séc. XX) do Jardim do Paço Episcopal, Castelo Branco. Inspirad
em desenho do “Livro das Fortalezas”, manuscrito quinhentista de autoria de Duart
de Armas (1465-1???), executado em 1509-1510 por iniciativa de D. Manuel I de
Portugal. A obra contém desenhos de 56 castelos fronteiriços do reino de Portugal,
 que foram pessoalmente visitados pelo autor.
21 de Março
A 21 de Março comemora-se o Dia Mundial da Poesia. A efeméride visa suscitar
uma reflexão sobre o poder da linguagem e do desenvolvimento das habilidades
criativas de cada pessoa, celebrando a diversidade do diálogo, a livre criação de
ideias através das palavras, a criatividade e a inovação. O Dia Mundial da Poesia foi
criado na XXX Conferência Geral da UNESCO, a 16 de Novembro de 1999. EUTERPE – 
MUSA DA POESIA (1670-1675). Painel de azulejos (130 cm x 91 cm) de autor
desconhecido, fabrico de Lisboa. Museu Nacional do Azulejo, Lisboa.
20 de Março
A 20 de Março de 1816, morre no Rio de Janeiro, D. Maria I (1734-1816), filha de 
 D. José (1714-1717) e de D. Mariana Vitória de Bourbon (1718-1781), que ficaria
 conhecida pelo cognome de “A Pia”, em virtude da sua  extrema devoção religiosa à
Igreja Católica. O seu primeiro acto como rainha foi a demissão e exílio da corte do
Marquês de Pombal (1699-1782). Amante da paz e dedicada a obras sociais,
concedeu asilo a numerosos aristocratas franceses fugidos à Revolução Francesa
(1789-1799). O seu reinado foi de grande actividade legislativa, comercial e
diplomática, na qual se pode destacar o tratado de comércio que assinou com a
Rússia em 1789. Desenvolveu a cultura e as ciências, com o envio de missõe
científicas a Angola, Brasil, Cabo Verde e Moçambique, e a fundação de várias
instituições, entre elas a Academia Real das Ciências de Lisboa (1779) e a Real
Biblioteca Pública da Corte (1796). No âmbito da assistência, fundou a Real Casa
Pia de Lisboa (1780). Fundou ainda a Academia Real de Marinha (1799) para
formação de oficiais da Armada. D. MARIA I – Painel de azulejos no Jardim do
Palácio Galveias, Lisboa.
19 de Março
 A 19 de Março de 1604, nasce D. João IV (1604-1656), 21º Rei de Portugal e
fundador da Dinastia de Bragança. Trineto de D. Manuel I (1469-1521) e filho
de D. Teodósio II de Bragança (1568-1630) e de D. Ana de Velasco (1585-1607),
casou em 12 de Janeiro de 1633 com D. Luísa de Gusmão (1613-1666), filha do
Duque de Medina Sidónia. Foi o 8º duque de Bragança, tendo sido aclamado Rei
de Portugal em 1 de Dezembro de 1640. O seu reinado durou até á sua morte,
tendo tido como nota reinante o desenvolvimento da guerra com a Espanha,
conhecida por Guerra da Restauração. D.JOÃO IV -  Painel de azulejos no
 Jardim do Palácio Galveias, Lisboa.
18 de Março
A 18 de Março de 1900, morre com 33 anos na Foz do Douro, o poeta português
António Nobre (1867-1900), autor de "Só" e "Despedidas", cuja obra se insere nas
correntes ultra-romântica, simbolista, decadentista e saudosista (interessada na
ressurgência dos valores pátrios) da geração finissecular do século XIX português.
17 de Março
A 17 de Março de 1756, Bento XIV aprova a validade dos primeiros autos do
processo em curso para a canonização da Princesa Dona Joana (1452-1490),
filha de Dom Afonso V (1432-1481) e Dona Isabel de Avis (1432-1455) e que
já havia sido beatificada pelo papa Inocêncio XII (1615-1700) através da
“bula Sacrosancti Apostolatus cura”, de 4 de Abril de 1693. Tendo vindo de
Lisboa para Aveiro em 1472, com 20 anos de idade, viveu no Mosteiro de Jesus
até à morte (12 de Maio de 1490), onde os restos mortais jazem em magnífico
túmulo de mármores polícromos e são pólo de devoção. Foi declarada
oficialmente padroeira de Aveiro pelo papa Paulo VI (1897-1978), com as
honras  litúrgicas de um santo canonizado através de “breve Flos Sanctitatis”,
de 5 de Janeiro de 1965. RETRATO DA PRINCESA SANTA JOANA (2ª metade
do séc. XV). Óleo sobre madeira de carvalho (60 x 40 cm). Mestre português
desconhecido. Museu Regional de Aveiro. CORO BAIXO, TÚMULO DA PRINCESA
SANTA JOANA. IGREJA DO CONVENTO DE JESUS DE AVEIRO, MUSEU DE AVEIRO
(1699–1711). João Antunes (1642–1712). O coro baixo do convento é decorado
com talha dourada, azulejos e mármore. O tecto é um exemplar do Barroco
pintado. O sarcófago monumental da princesa Santa Joana é feito em mármores
embutidos policromos.
16 de Março
A 16 de Fevereiro de 1825, nasce em Lisboa, Camilo Castelo Branco (1825-1890)
que seria escritor, romancista, jornalista, cronista, crítico, dramaturgo, historiador,
poeta e tradutor. Foi ainda o 1.º Visconde de Correia Botelho, título concedido pelo
rei D. Luís (1838-1889). Camilo Castelo Branco foi, sem dúvida, um dos escritores
mais produtivos e importantes da literatura portuguesa. MULHERES - Painel de azulejos
do pintor, ceramista, ilustrador e caricaturista Jorge Colaço (1868-1942) na Estação
da CP de S. Bento, Porto.
15 de Março
A 15 de Março celebra-se o Dia Mundial dos Direitos do Consumidor, instituído por
John Fitzgerald Kennedy (1917-1963), ex-presidente dos Estados Unidos da América,
a 15 de Março de 1962. Em Portugal, os direitos do consumidor estão consagrados
na Constituição da República Portuguesa e pela Lei de Defesa do Consumidor
(lei 24/96 de 31 de Julho). DESCARGA DA SARDINHA – Painel de azulejos de Pedro
Jorge Pinto no Mercado do Livramento, em Setúbal, que ficou destruído com o
desabamento ocorrido em 7 de Fevereiro de 2012. 
14 de Março
A 14 de Março de 1319 pela Bula Papal “Ad ea ex-quibus” de João XXII (1249-1314),
que deste modo, acedia ao pedidos do rei Dom Dinis (1261-1325), é criada a Ordem
dos Cavaleiros de Nosso Senhor Jesus Cristo, herdeira das propriedades e privilégios
da Ordem do Templo, de cujos bens Filipe IV de França (1268-1314) se pretendia
apoderar e que foi extinta pelo Papa Clemente V (1264-1314), em 1312. Em Maio
de 1219, numa cerimónia solene que contou com a participação do Arcebispo de
Évora, do Alferes-Mor do Reino,  D. Afonso de Albuquerque e de outros membros
da cúria régia, o rei Dom Dinis ratificou, em Santarém, a criação da nova Ordem.
Foi-lhe concedida como sede o castelo de Castro Marim, mas em 1357 já a sede
tinha sido instalada em Tomar, anterior sede templária. Os membros da Ordem,
desempenharam um papel significativo nos Descobrimentos, conquistas e
evangelização de novas terras, a partir da altura em que o Infante D. Henrique
(1394-1460), se tornou seu administrador. Com D. Manuel I (1469-1521), ficou
dependente da Coroa a partir de 1484. Em 1789 a Ordem de Cristo foi secularizada,
tornando-se uma ordem honorífica até sua extinção, em 1910, com a implantação
da República Portuguesa. A ordem viria a ser refundada em 1917 como Ordem
Militar de Cristo, visa premiar altos serviços militares ou civis e é presidida pelo
seu Grão-Mestre, o Presidente da República Portuguesa. PAINEL DE AZULEJOS
COM O INFANTE D. HENRIQUE. TRASEIRAS DA IGREJA DE CORPO SANTO,
MASSARELOS, PORTO. Nas velas dos navios, a Cruz de Cristo, símbolo da Ordem
do mesmo nome.
13 de Março
A 13 de Março de 1896 chega a Lisboa, Gungunhana (1839-1906), último imperador do
Império de Gaza, no território que actualmente é Moçambique, após ter sido aprisionado
a 28 de Dezembro de 1895 na aldeia fortificada de Chaimite, por Mouzinho de Albuquerque
(1855-1902). Foi primeiramente encarcerado em Monsanto, de onde mais tarde, a 23 de Junho
de 1896, foi transferido para Angra do Heroísmo. Aí aprendeu a ler e a escrever e foi convertido
à força ao cristianismo e baptizado com o nome de Reynaldo Frederico Gugunhana. A 23 de
Dezembro de 1906, Gungunhana morreu no hospital militar de Angra do Heroísmo, vítima de
hemorragia cerebral. HERÓICA JORNADA DE CHAIMITE (Prisão de Gungunhana) –  Painel de
azulejos do Museu Militar, Lisboa.
12 de Março
A 12 de Março de 1261, D. Afonso III (1210-1279), “O Bolonhês”, concede carta
de foral à vila de Monção. Com esta medida, o Rei procurava fazer de um território
que lhe pertencia, uma terra povoada e que pudesse ser defendida dos ataques
externos e das intromissões dos senhores. Painel de azulejos do Palácio da Breijoeira,
localizado na freguesia de Pinheiros (Monção) e inaugurado em 1834.
11 de Março
A 11 de Março de 1988, as vilas de Fundão, Marinha Grande, Montemor-o-Novo
e Vila Real de Santo António foram elevadas à categoria de cidades. Este acto foi
testemunhado por muitos fundanenses, marinhenses, montemorenses e vila-realenses
na Assembleia da República. A partir desta data e através de uma geminação então
criada, estas cidades passaram a denominar-se “cidades irmãs”. O dia 11 de Março
ficou a ser comemorado, até hoje, como o dia de aniversário “das 4 cidades irmãs”,
que rotativamente é celebrado ano a ano em cada uma das cidades. ALEGORIA
EUCARÍSTICA (1692) - Painel de azulejos. Autor desconhecido. Capela de S. Pedro,
Vila Real de Santo António.
10 de Março
A 10 de Março de 1826, morre em Lisboa, D. João VI (1767-1826), cognominado
“O Clemente”, rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves de 1816 a 1822,
de facto, e desde 1822 até 1825, de jure. Desde 1825 foi rei de Portugal até sua
morte, em 1826. Pelo Tratado do Rio de Janeiro de 1825, que reconhecia a
independência do Brasil do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, também
foi o imperador titular do Brasil, embora tenha sido seu filho Pedro o imperador do
Brasil de facto. D. JOÃO VI – Painel de azulejos no Jardim do Palácio Galveias, Lisboa.
9 de Março
A 9 de Março de 1500, parte, de Lisboa, com destino à Índia, uma frota comandada
por Pedro Álvares Cabral, constituída por dez naus, três caravelas e uma naveta~
de mantimentos.  A rota mais alargada que efectuaram acaba por levar à descoberta
do Brasil, o que aconteceu a 22 de Abril do mesmo ano. DESCOBERTA DO BRASIL POR
PEDRO ÁLVARES CABRAL - Painel de azulejos do pintor, ceramista, ilustrador e
caricaturista Jorge Colaço (1868-1942). Centro Cultural Rodrigues de Faria,
Forjães, Esposende.
8 de Março
A 8 de Março comemora-se o DIA INTERNACIONAL DA MULHER, por proclamação
Da ONU de Dezembro de 1977, visando lembrar as conquistas sociais, políticas e
económicas das mulheres. MULHERES - Painel de azulejos do pintor, ceramista,
ilustrador e caricaturista Jorge Colaço (1868-1942) na Estação da CP de S. Bento,
Porto.
7 de Março
 A 7 de Março de 1842, estreia-se em Lisboa, o drama de Almeida Garrett
(1799-1854), "O Alfageme de Santarém". ALMEIDA GARRETT – Pormenor de
painel de azulejos da Escola Secundária Almeida Garrett, Vila Nova de Gaia.
6 de Março
A 6 de Março de 1921, na sede da Associação dos Empregados de Escritório,
em Lisboa, realiza-se a Assembleia que elege a Direcção do PCP. Estava fundado
o Partido Comunista Português. MURAL DA SEDE NACIONAL DO PCP (Excerto) –
Rua Soeiro Pereira Gomes, em Lisboa. Fabricado em 1978, na Fábrica Viúva
Lamego, em Lisboa. O painel está dividido em duas partes, estando a separá-las
a porta de acesso ao edifício. As dimensões são: 16,35m x 2,27m e 13,10m x 2,27m.
Trabalho colectivo de 39 artistas plásticos portugueses: Américo Moura, Aníbal Alves,
António Domingues, António Trindade, Armando Alves, Armando Matos Simões,
Cipriano Dourado, Fernando Oliveira, Gil Teixeira Lopes, Guilherme Casquilho,
Henrique Ruivo, Hilário Teixeira Lopes, Humberto Lebroto, Isabel Sabino,
Jaime Cenoura, João Navarro Hogan, João Vieira, Jorge Trindade, Jorge Vieira,
José António Flores, José Dias Coelho, Luís Lobato, Lurdes de Freitas,
Manuel Augusto Araújo, Manuel Jorge, Manuel Moura, Maria Barreira,
Maria Isabel Cabral, Maurício Penha, Pilo, Querubim Lapa, Reinaldo, Rodrigo,
Rogério Amaral, Rogério Ribeiro, Rui Anahory, Teresa Dias Coelho, Vasco Pereira
da Conceição, Virgílio Domingues.
5 de Março
A 5 de Março de 1917, morre em Lisboa, Manuel de Arriaga (1840-1917),
advogado, professor, escritor e político de origem açoriana. Grande orador e
um dos principais ideólogos do Partido Republicano Português. A 24 de Agosto
de 1911 tornou-se no primeiro presidente eleito da República Portuguesa,
sucedendo na chefia do Estado ao Governo Provisório presidido por Teófilo
Braga (1843-1924). Exerceu aquelas funções até 29 de Maio de 1915,1 data
em que foi obrigado a demitir-se , sendo substituído no cargo por Teófilo Braga,
que como substituto completou o tempo restante do mandato. BORDADEIRAS –
Painel de azulejos na Avenida Manuel de Arriaga, no Funchal.
A 4 de Março de 1394, nasce na casa da Alfândega Velha da cidade do Porto,
4 de Março
A 4 de Março de 1394, nasce na casa da Alfândega Velha da cidade do Porto,
o Infante D. Henrique (1394-1460), filho de D. João I e de D. Filipa de
Lencastre, quinto na ordem de genitura e terceiro entre os que tiveram
biografia. Foi sob a égide do Infante que teve lugar a primeira fase da
expansão marítima portuguesa de que ele foi o mentor, o impulsionador e
o financiador. O INFANTE D. HENRIQUE NO PROMONTÓRIO DE SAGRES (1922).
Painel de azulejos do pintor, ceramista, ilustrador e caricaturista Jorge
Colaço (1868-1942). Pavilhão Carlos Lopes, Lisboa.
3 de Março
A 3 de Março de 1803 é fundado o Colégio Militar, então em regime de internato
masculino. Sediado em Lisboa, é actualmente frequentado por cerca de 440
alunos do 1.º ao 12.º anos, em regime de internato masculino e externato misto.
Admite filhos de militares e civis, a quem oferece o currículo escolar do Ministério
da Educação, complementado pelas disciplinas obrigatórias de Instrução Militar,
Equitação e Esgrima. Painel de azulejos (1988) de Manuel Cargaleiro (1927-  ). 
Estação de Metro do Colégio Militar, Lisboa.
2 de Março
A 2 de Março de 1947, morre, em Lisboa, o poeta, ensaísta e editor, Luís de
Montalvor (1891-1947), pseudónimo de Luís da Silva Ramos. Pertenceu ao grupo
modernista, tendo sido um dos fundadores da revista “Orpheu” e colaborador
das revistas “Atlântida” (1915-1920), “Contemporânea” [1915]-1926),  “Exílio”
(1916), “Seara Nova” (1921- ), “Athena” (1924-1925),  “Presença” (1927-40),
“Sudoeste” (1935) e “Cadernos de Poesia” (1940-1953). Fundou em 1930 a
Editora e Livraria Ática, onde iniciou a publicação e divulgação das obras
completas de Fernando Pessoa e de Mário de Sá-Carneiro. A sua poesia,
publicada duma forma dispersa, foi coligida postumamente, em 1960, e
revela uma íntima conexão com uma estética decadentista-simbolista.
Numa abordagem mais modernista, publicou “Noite de Satan” e “A Caminho”,
e, em colaboração com Diogo de Macedo, “A Arte Indígena Portuguesa” (1935).
EUTERPE – MUSA DA POESIA (1670-1675). Painel de azulejos (130 cm x 91 cm)
de autor desconhecido, fabrico de Lisboa. Museu Nacional do Azulejo, Lisboa.
1 de Março 
A 1 de Março de 1926, morre em Macau, vítima de tuberculose pulmonar, a que
não será estranho o uso excessivo de ópio, o advogado, professor e poeta Camilo
Pessanha (1867-1926), autor do livro de poemas “Clepsidra” (1920), considerado
o expoente máximo do simbolismo em língua portuguesa, apreciado por poetas
como Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro e Ana de Castro Osório. Placa
toponímica da Rua de Camilo Pessanha, em Macau.












































































































































































































































































































































31de Março
A 31 de Março de 1821, após quase 300 anos de ter iniciado a sua actividade,
o Tribunal do Santo Ofício foi extinto, na sequência de uma decisão das cortes
gerais do reino. A Inquisição, estabelecida no país durante 285 anos, perseguiu
e condenou aqueles que considerava hereges ou seguidores de religiões que não
a católica. Instituída de forma permanente em 1536, a Inquisição Portuguesa,
tinha jurisdição sobre todas as colónias do país. Como tribunal aceitava
denúncias de desconhecidas e a confissão podia ser obtida através de tortura
física ou mental. O leque de penas aplicável era vasto e podia ser de carácter
espiritual, de prisão, de vexame público, perda de bens ou condenação à morte
pelo garrote ou pelo fogo. Só em 2004, o Papa João Paulo II (1920-.2005), pediu
perdão pelos abusos da Igreja cometidos durante os julgamentos da Inquisição.
Painel de azulejos da Casa da Inquisição, situada na Rua do Quebracosta,
Reguengos de Monsaraz.
30 de Março
A 30 de Março de 1922, Gago Coutinho e Sacadura Cabral partem, de Lisboa,
a bordo do hidrovião monomotor Fairey F III-D MkII, especialmente concebido
para a viagem, equipado com motor Rolls-Royce e batizado “Lusitânia”. Sacadura
Cabral exercia as funções de piloto e Gago Coutinho as de navegador. Este último
criara e empregaria durante a viagem, um horizonte artificial adaptado a um sextante,
visando medir a altura dos astros, invenção que na época, revolucionou a navegação.
Dão, assim, início à primeira travessia aérea do Atântico Sul. PRIMEIRA TRAVESSIA
AÉREA DO ATLÂNTICO SUL POR GAGO COUTINHO E SACADURA CABRAL
(1922) – Painel de azulejos na Escola Naval, Alfeite.
29 de Março
A 29 de Março de 1520, El-Rei Manuel I de Portugal (1469-1521), o “Venturoso”, 
concede foral à terra, castelo e concelho de Celorico de Basto, o qual foi um dos
589 “forais novos” outorgados por D. Manuel no cumprimento de um amplo
programa reformista. Do foral consta: "Dom Manuel per graça de Deus Rey de
portugal e dos algarves daquem e dallem mar em affrica Senhor de guine e da
conquista e navegaçam e comercio da etyopia arabia persia e da india. A quantos
esta carta de foral dado pera sempre a terra castello e concelho de cellorico de
basto virem fazemos saber que por quanto na dita terra nom ouve foral..." . D.
MANUEL I – Painel de azulejos no Jardim do Palácio Galveias, Lisboa.
28 de Março
A 28 de Março comemora-se o Dia Nacional da Juventude. Esta é uma das datas
mais significativas da história da luta da juventude portuguesa pela democracia,
pelos direitos dos jovens trabalhadores, pela paz e pela construção de um país
mais justo e progressista (Texto da responsabilidade da JCP). CENA GALANTE
(séc. XVIII). Painel de azulejos do Palácio Nacional de Sintra.
27 de Março
A 27 de Março comemora-se o Dia Mundial do Teatro com o objectivo de promover
o Teatro junto das pessoas. Para tal, decorrem neste dia espectáculos teatrais
gratuitos ou com preços reduzidos e são relembrados os artistas e as obras mais
importantes da História do Teatro. A efeméride foi criada em 1961 pelo Instituto
Internacional do Teatro. MELPÓMENE (1670-1675) – Painel de azulejos (1,30 x 0,93 m),
fabrico de Lisboa, representando a Musa da Tragédia. Museu Nacional do Azulejo, Lisboa.